Promovido pelo Instituto Sérvulo Esmeraldo, em parceria com a Universidade Regional do Cariri (URCA), com a chancela fiscal
da Lei do Mecenato Estadual (ICMS), este evento, inspirado nas ideias inovadoras e de interesse coletivo do famoso artista cratense impulsiona, desde 2019, curiosidade e conhecimento, encontros e intercâmbios, ativos de sua programação presencial e remota, totalmente gratuita, pautada sempre na qualidade, na inclusão e na responsabilidade social do projeto.
Exposições
Oficinas e Workshops
Masterclasses
Seminários e bate-papos online
apresentações musicais
vídeos-registro
Evento ideal para empresas ativas no Ceará, com atuação no Cariri, comprometidas com um mundo melhor, mais inclusivo, solidário e sustentável. Associando-se ao FSE sua marca ganha destaque, simpatia e aplausos. O Instituto Sérvulo Esmeraldo garante a qualidade curatorial do seu investimento, com uma programação de alto nível.
EDIÇÕES DO FESTIVAL

FSE 91
Detalhes do Festival 91.

FSE 93
Detalhes do Festival 93.

FSE 94
Detalhes do Festival 94.
FESTIVAL NA IMPRENSA

Diário do Nordeste
26 de outubro de 2019.

Boa Notícia
02 de dezembro de 2019.

Sesc CE
20 de setembro de 2021.

O Povo
01 de outubro de 2021.

Prefeitura do Crato
27 de outubro de 2023.

Simbora lá?
17 de outubro de 2024.
DEPOIMENTOS
Nesta edição do Festival Sérvulo Esmeraldo, tive a oportunidade de participar do workshop “A deriva e o lugar do tempo do Crato”, do Marcelo Zocchio. E foi uma vivência incrível, uma experiência singular atravessar a cidade em uma deriva poética, “revisitando tempos”; cercado pelas pessoas da cidade; pelas arquiteturas; por artistas potentes e a generosa condução do Marcelo. E as obras, resultantes de toda essa confluência, mostraram-se muito diversas, críticas e valiosas para a cultura local e estadual. Muito feliz em ter participado de toda essa troca artística.
Participar do Festival Sérvulo Esmeraldo 94 foi, além da possibilidade de trocas e experimentações com os artistas residentes nas oficinas de criação e nos seminários, a oportunidade de adentrar um pouco mais no universo de Sérvulo, tudo isso tendo como pano de fundo ou de frente, a sua cidade natal, o Crato. Durante todo o evento, sobretudo na oficina da Lucia Koch, uma ideia me atravessava: o que o Sérvulo pensaria sobre a provocação de reproduzir as fachadas da sua cidade, com toda simbologia da geometria presente nas platibandas? Arrisco sem medo de errar, Sérvulo adoraria!
Conhecer o Crato de Sérvulo é mais do que se banhar nas fontes naturais da Chapada – e beber de sua água enfeitiçada. Trata-se de
encantar a vista com as linhas da paisagem, e entender o próprio conceito de paisagem, e de linha, e pensar nas formas do mundo.
O Festival, que me trouxe a experiência de luz com Elza Lima, as histórias macias na voz de Dodora e o rastro de Varsóvia na memória
de Babinski, começou com este encanto do cenário. O Crato: encontrei o seu mar implícito, guardado nos vestígios, na quentura que lateja no céu. Os reisados e as máscaras, os mestres e a música – o vasto sertão que se leva no corpo. O sertão que Sérvulo transfigurou, na ponta dos dedos. É este território que se convida à arte – e o lugar diante do qual me curvo, disposta a criar minhas próximas memórias.
O Festival Sérvulo Esmeraldo é uma grande dádiva para o Cariri e já se consolidou no calendário das artes visuais da região. A programação do FSE 94 foi brilhante. Os artistas convidados, cuidadosamente escolhidos, conduziram com muita sabedoria
suas oficinas, tanto que a qualidade dos trabalhos desenvolvidos surpreendeu. Ressalto especialmente a oficina que participei, “Memórias afetivas: no território do afeto a geografia é outra”, com o artista residente Carlos Mélo, que nos guiou com experiência e criatividade num mergulho coletivo nas memórias afetivas do Cariri cearense, e nas nossas próprias memórias. Os trabalhos desenvolvidos individualmente, conforme a linguagem e o repertório de cada um, formaram o conjunto da exposição apresentada ao final de uma semana, que recebeu excelentes críticas do público. Além de uma imensa satisfação, sinto orgulho, também, de ter
feito parte de algo que considero grandioso: a manutenção da memória viva e do legado do artista Sérvulo Esmeraldo. Vida longa ao Festival Sérvulo Esmeraldo!
Eu não conheci Sérvulo Esmeraldo, mas tenho tido a oportunidade de sentir a sua presença na essência do Festival. Professora do Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri (URCA), tenho tido o privilégio, de pela segunda vez consecutiva, participar efetivamente de sua realização, colaborando com a produção, no desafio de acolher e mediar suas ações. E como artista, desfrutando das oficinas com artistas que eu admiro e partilho conexões! O Crato e o Cariri têm sido a ponta da bússola que mira e se lança “à Nordeste”, e movimentos como esse intensificam a minha crença de que ações dessa natureza têm um propósito que transcende o fazer artístico, pois nelas habita a semente do amanhã, um fruto do tempo circular. Um vai e vem. O futuro visitando um passado presente. E que presente! A arte-vida como combustível na produção de sentidos.

